Black Heart, Dinho Ouro Preto

Fazia tempo que eu não comprava um CD. Muito tempo. Nada que eu escuto era bom o suficiente. Ensaiei comprar o novo album do Cold Play, mas pensei, "eu nem escuto tanto assim essa banda", e fiz bem, por que até hoje suas músicas tocam tanto na mídia que nem vale a pena. Mas outro dia, quarta passada acho, eu estava no carro da empresa, abençoado com um rádio FM, e escutava a KISS FM quando comecei a ouvir uma série de músicas com sabor de infância, num tom acústico e comentadas por duas pessoas que eu não conhecia. Presumi que fossem apresentadores do programa, até descobrir que um era, o outro era o Dinho Ouro Preto e todas as músicas que escutávamos eram dele, isto é, eram gravações covers dele. Naquele instante eu senti que precisava daquele album.

Black Heart é uma compilação de covers dos anos 80 e 90 (com algo de antes disso), num tom acústico, trazendo Leonard Cohen, Nick Cave e de bancas como Joy Division. Sabor de infância como eu disse. Outra coisa que me impressionou no CD, além da qualidade do áudio e da produção, foi o preço. Muito bom descobrir um album lançamento possa custar R$ 24,90 na Saraiva ou apenas US$ 10,00 (aproximadamente 18 reais) no iTunes Store, onde eu comprei. 

Recomendo com ênfase o album. Eu já ouvi 1 mol de vezes e não me arrependo da compra.

Navegadores e a obsolescência programada

 

Está parecendo que a versão 3.6 do FireFox pode estar chegando ao seu fim no que tange aos usuários de PowerPC, ou os Macintoshs de antigamente, com seus processadores motorola.

Num post recente o responsável pelo FireFox Mike Beltzner afirma: "Estou obtendo dados sobre usuários da plataforma PPC, mas parece que não daremos mais suporte ao FireFox pelos números até agora". 

Não obstante o abandono da plataforma, o FireFox 3.6 é pré quase tudo que é novo na internet, HTML5, pluggins adicionais de funcionalidades para acessar todos os Web-Applications. Assim como o FireFox, o SeaMonkey, que utiliza o código da Mozilla, também abandonou o suporte aos Mac OS pré 10.5. 

Sentindo a dor

Estes desenvolvimentos são inevitáveis, e a sensação de abandono não é nova, mas o navegador do porte do FireFox não deixa de ser um balde de água fria em uma legião de usuários. Eu tenho um iBook early 2001, a primeira geração de laptops brancos da empresa de Copertino, com seu processador G3 de 500MHz e memória interna soldada à placa de 64Mb de RAM! O sistema atual é o 10.3, mas espero ainda esta semana ampliar para o 10.4 ao menos, e o navegador já é um desafio a ser batido. As opções atuais são Opera 10.01 e o iCAB, que já utilizei, 4.8.

De fato, em muitos aspéctos, o Navigator 9 continua sendo o mais satisfatório browser para máquinas PPC, apesar de seu sistema de segurança já estar bastante desatualizado, então eu não recomendo-o para um site bancário ou compras on line. Mesmo assim, você ainda pode baixar seu Navigator 9 aqui: http://browser.netscape.com/releases

SeaMonkey - melhor oferta? SeaMonkey era provavalmente a melhor oferta de browsers, tinha um sotfware poderoso e leve ao mesmo tempo, apesar de pago, mas desde a versão 2.0.6 eles também abandonaram o suporte ao G3 e ao Mac OS 10.4, pelo simples motivo que o software é feito sobre a engine do FireFox e não pode deixar de acompanhá-lo em suas decisões.

iCAB 4.8 ainda tem suporte completo, não apenas aos processadores G3, como também ao System 7.1 e mac's com 68k (!?), mas, é claro, ele é muitíssimo bem pago (US$ 50,00) e o uso da versão grátis me desapontou com travamentos e fechando inesperadamente. 

Opera 10.6 é a última versão com suporte oficial ao Mac OS 10.4, mas não é estável, nem leve, nem nada. Não usem. A melhor versão para aqueles que utilizam um velho PPC é a 10.01, de outubro de 2009, e como não se pode deixar de avisar, provavelmente os packs de segurança já venceram também. 

A cortina está baixando para os PPC's

Consequentemente, eu tenho que resignar em aceitar que o crepúsculo se aproxima para a plataforma Power PC. Eu não vou abandonar meu amado iBook tão cedo, e espero continuar usando-o por outros 11 anos, que é o que ele tem de vida. Por hora usarei de bom senso como medida de segurança ao navegar com o Opera 10.01 e os aplicativos embarcados nele mesmo. O VLC é também uma boa opção para a questão de vídeos, mas não espere desempenho bom em tela cheia.

É interessante como os navegadores parecem haver emergidos como pontos típicos de obsolecencia na computação. E você? Já está sentindo algumas destas dores?

Artigo original: http://gigaom.com/apple/browser-choice-thins-for-power-pc-mac-users/

 

Meu iBook 2001

 

iBook 2001

Domingo eu não conseguia dormir. Eram 7:30 quando acordei completamente excitado pela novidade que iria cair nas minhas mãos, depois de uma semana de pesquisa na internet, buscas no mercado livre e tals, eu havia encontrado, no sábado, um iBook G3 em perfeitas, mas perfeitas condições. Do jeito que eu queria.

Domingo, ao mesmo tempo que fui retirar o brinquedo, eu já sabia, era um dia na rua e eu não teria tempo para brincar com ele à contento. Deu para sacar a máquina e descobrir que não havia mais sobre a Terra, um Office Microsoft ou Apple disponível para um processador não Intel. Os caras dominaram sério o cenário atual. Para o Processador PowerPC, nem os trials da época, como o Microsoft Office 2004 estavam disponíveis mais, isto é, até o encontrei, mas já se instala expirado. Da Apple menos sorte ainda, pois o mais antigo trial que encontrei foi o iWork 08. Não reconhece o G3, só G4 e G5...

A solução que dei foi apelar para uma versão comercial do gratuíto OpenOffice. Um grupo pegou o código, alterou e registrou para sí, uma versão do OpenOffice 2.3 que roda em PowerPC. 59,00! Dificilmente uma barbada, mas serve. Comprei.

Hora do próximo problema, a Memória. O Computador de 2001 é a segunda família do primeiro iBook branco da Apple. Isto é fácil de reconhecer pelo processador de 500MHz, comum ao produto nas duas primeiras gerações, abril de 2001 e outubro de 2001, mas a memória RAM soldada à placa, 128Mb PC100 SODIM, só a segunda geração teria. A primeira viria com inóspitos 64Mb, mesmo para sua época.

Muito bem, após ligar para uma lista de autorizadas da Apple e ouvir de um atendente que era melhor desistir e tentar vender as peças do meu iBook, eu persisti e encontrei, na Santa Efigênia, um lugar que eu recomendo muito, a Mac Lime, na Rua dos Gusmões, 310. Memória instalada, 256Mb de RAM. Máquina com Office, com internet por cabo, por hora, falta um navegador melhor que o Safari 1.0 ou o Internet Explorer for Mac, horrível, ainda pior que o Safari 1.0. Que baixar? O FireFox não suporta mais esse processador. Tão pouco o Chrome. De novo São Google salva e revela um tal iCab... Navegador com abas, flash integrado e visual moderno, para PowerPC de qualquer família. Lindo!!!

Falando assim, rápido, parece que ressucitar um iBook que já estava inteiro foi fácil. Tornar seu sistema operacional para o 10.3 - Panther, máximo que o RAM e processador suportam, adicionar Office, Memória RAM e deixá-lo assim, pronto para a luta. Mas não foi. Na noite de segunda eu caminhei toda a avenida Paulista, por todas as "revendas" Apple e ví que a ignorância predomina. As pessoas da autorizada não sabem o que era um PowerPC, o que era um iBook, o que é uma memória PC100. Por duas vezes me recomendaram abandonar a busca. Uma, no Shopping Paulista, me disse que Office eu só acharia nos mais recôndidos confins hackers, só opção pirata, claro - acrescentou. Por que claro? A memória RAM também rendeu zombaria nas lojas, menos na Mac Lime, onde o iBook foi recebido de tapete vermelho e admiração por seu estado exagerado de conservação. Tá lindo mesmo...

Tudo por que queria um Mac lindo e barato para ralar na vida de palestras e aulas, mas o resultado final é que o Mac atende 100%, deu sua primeira palestra ontem na FATEC-SP, na aula da Professora Sandra Tanaka, ADS, sala 58B. Mas agora dá um dó de usar uma máquina tão linda, tão branca, tão conservada...

Minha experiência com Apple

 

Eu passei em terceiro no vestibulinho, um vestibular para ingressar em escolas técnicas que haviam no passado, na ETE Albert Einstein, no curso de técnico mecânico, e meu pai, feliz da vida, já que eu não havia feito cursinho para este vestibulinho, e vinha de uma escola pública, municipal,  presenteou à mim e aos meus irmãos com um iMac 233MHz, Revisão A. Foi meu primeiro contato com o universo Apple/MacIntosh e foi um mundo de alegrias e tristezas.

Com este computador em casa, descobri o que significavam as portas USB, descobri o que era não ter disquetes numa época que tudo tinha disquetes, até os laptops tinham drive de disquetes e de CDs… O iMac também não tinha drive combo, era só leitor de CD, o que transformou este computador numa ilha de dados. Coisas só entravam e saiam dele através da internet, conexão discada pela UOL. E tome mails, pois eu era escritor amador na época e estudante de mecânica ténica, curso técnico significava entrar às 7 da manhã na aula e sair entre 13 horas ou 15 horas, de acordo com as aulas de oficina e de educação física. Pelas tardes, duas vezes por semana tinha a seção de RPG na biblioteca pública local (mais nerd que isso, impossível) e então, participar das listas triades de contos e crônicas, trocas de e-mails, ler os textos dos outros participantes e criticar uns aos outros. Olhando para trás vejo que fiz o uso mais intenso e correto de um computador que eu podia ter feito: escrevia e lia, trocava toneladas de e-mails na época pela internet, criei meu primeiro blog, que chegou a ter 1000 leitores mensais, outra avalanche para seu tempo (no ig, era um nome horrível: lec.blig.ig.com.br).

No Mac eu tinha ainda o Winamp, para ouvir MP3, Microsoft Office, que mal usava, usava tudo no bloco de notas do Mac, e fazia tudo no System 7.6, depois no 8 e por fim, no 9. Únicos updates que meu dinheiro de estudante alcançava na época. Há, sim, compramos na mesma época um CorelDraw na caixa, no histórico fanatismo por softwares originais lá em casa. O iMac apesar de me apresentar a um mundo fantástico, não foi suficiente para me fazer virar um Macfag ou abandonar o Windows, eu sequer os comparava, não via os sistemas operacionais como coisas concorrentes, e a revista MacMania em sua época (a antiga encarnação da MacMais) me dava tudo que eu queria em termos de softwares, sharewares e afins, inclusive o clip do PatoFu, Made in Japan, que eu amava, numa época pré YouTube, ter um clipe da sua banda favorita era uma coisa fantástica.

O iMac ainda teve um fim triste. Eu de fato usava a sua alça superior para levá-lo de um lado ao outro, como um laptop gigante, indo para praia, casa em Campos do Jordão e afins. Com o tempo, a agitação danificou permanentemente o HD, e já ficou impossível achar peças de reposição. Tão pouco conseguia sacar meus dados de dentro dele, sem disquete e sem gravador de CD, e sem dinheiro para comprar um DriveZip, o jeito foi me conformar em perder tudo que eu tinha alí, exceto um par de e-mails de contos que eu me enviei para outros e-mails. Foi um fim triste que me afastaria do mundo Apple por um bom tempo, até eu comprar um MacBook com processador intel, muito tempo depois. A revista MacMania e MacMais, contudo, sempre continuei comprando, por gostar do humor e da forma como abordavam a tecnologia, ainda hoje, completamente diferente de tudo que tem no cenário brasileiro e comparável, talvez, à Wired.

Hoje temos em casa, um MacBook, um iBook G3, um iPod Shufle e um iPod Touch. E um imenso vazio pela morte do Steve Jobs. Vá em paz.

 

A era de uma paixão

Lendo o livro A Biografia de Steve Jobs, de Walter Isaacson, é impossível não se apaixonar pela determinação do mesmo ao longo de sua vida, de alcançar feitos notáveis. Nos faz questionar, quantas vezes não chegamos em casa e nos atiramos na frente da TV, enquanto deixamos centenas de boas oportunidades passaram na nossa frente sem que façamos alguma coisa.

Jobs, quando foi demitido da empresa que fundou em 1986, era um homem rico, a Apple, apesar dos tropeços já claros, ainda lhe rendia uma fortuna em ações. Ele poderia ter ido para as ilhas Caymans, ter ido ao caribe, mas ele pegou o dinheiro do seu próprio bolso e sustentou uma nova empresa, a NeXT, por três anos, sem ter um único produto à venda. Ele torrou 8 milhões de dólares dele mesmo, e então capitou mais 100 milhões em investidores que ele abordou pessoalmente, até mesmo o rei da Espanha foi um que contribuiu, em uma visita aos Estados Unidos.

Durante seu período na NeXT, quando a companhia vazava dinheiro e o mercado ria do seu produto, mais um sistema operacional, mais um sistema, e os tão poucos programas criados para essa plataforma, ele via seu dinheiro extinguir-se, mas então, descobriu a que a Lucas Films estava vendendo sua unidade de efeitos especiais e ele pensou, por que não? E comprou a Pixar.

Ele ainda trabalhou por mais de 4 anos na Apple em troca de uma única ação simbólica da companhia, e um salário de um dólar por ano. O dinheiro nunca foi sua motivação principal, embora ele soubesse cobrar quando tinha a oportunidade, mas meu ponto não é esse, é a paixão de um ser humano e sua força de movimentação.

Steve Jobs poderia ter parado quando criou o Apple II, mas ele queria um computador que ele foi o reconhecido autor, e queria mais também, queria interface gráfica e um sistema simples de usar para os usuários. Ele criou o MacIntosh original, e então ele tinha seu filho que o colocou no Hall da Fama, mas ele queria mais. Ele criou a NeXT para criar WorkStations para sistemas acadêmicos, e seu computador que vendeu super mal e custava mais de 6000 dólares foi o pináculo do nascimento da Internet. No CERN, que comprou algumas destas Workstations acadêmicas, nasciam os protocolos que deram origem à internet como a conhecemos hoje.

Com o departamento de efeitos especiais, ele criou softwares e sistemas de animação que venderam mal, eram caros para o usuário final e requeriam hardware que pessoas comuns não poderia comprar, mas deu origem aos filmes fantásticos da Pixar, Toy Story, Procurando Nemo, Wall-E, Cars e tantos outros.

E foi, de volta à Apple, que ele levou as ações da empresa de 13 dólares aos 485 que valem hoje. Não morreu rico, tinha um nível confortável de vida, mas nunca teve um empregado em sua própria casa. Nem seguranças, e morava num bairro de classe média alta em Palo Alto. Não fundou uma fundação assistencial ou tão pouco foi um ser humano gentil com outros. Mas sua determinação em atingir a perfeição é a lição que eu levarei para o resto da minha vida comigo....

Resenha: Linux, comece aqui!


Ontem terminei de ler um destes livros que te fazer se perguntar, por que eu não pensei nisso antes? Assim é livro Linux: comece aqui, de André Campos Machado, Aroaldo Veneu e Fernando de Oliveira, da Editora Campus.

O livro através de uma história de fundo, onde uma pessoa é submetida à um tratamento de choque para deixar de gastar em softwares para seu PC, se vê sequestrada e deixada à revelia numa casa no meio do nada, com apenas um PC velho e uns CD´s de um tal Fedora Core 2 para instalar e usar. E na forma de um diário, o personagem Silva vai revelando funcionalidades do Linux, sempre com um tom comparativo ao universo Windows, que tantos de nós já estamos familiarizados. Há, como um bom programa de computador deve ter, alguns easter-eggs ao longo da história, os quais não vou revelar aqui, mas eu adianto, seu tratamento dura aproximadamente 15 dias, e deu uma inveja danada da forma como ele foi "tratado à choque", terminando suas notações no diário com uma "cervejinha" e começando sempre com um "lanchinho".

De críticas ao livro, eu deixo que a velocidade da história é um pouco àquem, dava para aprofundar naquilo que se ensina, mal se toca no quesito comandos de terminal, e que o tom de crítica ao Linux também é mais ameno que deveria ser. Por vezes é frustrante não conseguir algo que se quer fazer, ainda mais no Fedora Core 2, um linux que é restrito à tudo que não for 100% aberto, com isso formatos MP3 e flash e JAVA estão fora do cardápio. Tente se virar no mundo real sem isso. Mas de forma geral, o livro com uma linguagem cativante cumpre seu objetivo, de garantir que ao final de sua leitura, o mais leigo dos leitores sejam capazes de instalar os CDs que acompanham ao livro e usem, o mínimo que seja, o Fedora.  

A era da hiperinformação

No início dos anos 2000, vai, finais de 1990, vivíamos uma era denominada a era da informação. As BBS's evoluiam para provedores de internet, jornais abriam seu conteúdo e a comunicação mundial foi acelerada numa escala sem precedentes em nível mundial. Tudo era lindo.

Então, até o final dos anos 2000, os provedores de internet viraram portais, surgiram as redes sociais, os micro-blogs, jornais e revistas criaram versões digitais e físicas, e para justificar existirem nas duas mídias se tornaram distintas uma da outra. Iniciava-se a era da hiper-informação, onde cada dia se produz o equivalente em informações a cem anos da idade antiga, a contar do iluminismo. Durante toda a era das trevas a humanidade não preencheria um twitter com seus 140 caracteres, se excluirmos religião e descrições do inferno.

Aí, chegamos ao início da década de dez dos anos 2000, com fontes tão inesgotáveis de conteúdo, onde literamenne os jornais que antes eram vendidos agora são atirados sobre você pela fresta da janela do seu carro!

Mas toda revolução tem seus perengues. Muita gente morreu para o renascimento ocorrer, no iluminismo, jacobinos, a revolução industrial, a ers de bronze, do vapor, egipcios. Toda transformação vem com dor, e nesta não é excessão. Morreu o assunto de bar!

Nunca foi tão difícil conseguir contar uma piada inédita a todos os presentes, nunca foi tão complicado encontrar uma curiosidade realmente espantosa, "sim, eu sei que ornitorrincos são répteis", "já ouvi essa de argentinos/sírios/portugueses/libaneses/brasileiro/coloqueumaetniaaqui...". E assim chegamos ao nosso paradoxo atual, falta de assunto numa era da hiper-informação! Deus! Eu sou um vendedor, eu preciso resolver isso,EU PRECISO DE PAPO FURADO INÉDITO! Que fazer?

Bom, eu acho que resolvi bem a questão, de uma forma que acho que posso confidenciar para vocês: vocês sabem o que dizem do brasileiro, não é mesmo? Povo sem memória, não é? Então, eu voltei a ler a Barça! Fatos históricos podem soar incrivelmente novidosos, se bem contados, como esta crônica!

Mudamos!

Mudamos! Obrigado pelo carinho, pela compreensão e pela paciência durante o período de abandono.

Agora estamos em:

 

http://fellowpalm.wordpress.com

 

Até lá! E avise os amigos! ;)

Live Search versus Folder's File

Há quatro anos e meio eu trabalho como vendedor da RS Engenharia, serviços, treinamentos e softwares. Neste tempo todo, desde o surgimento da ferramenta Windows Search, que se instala no Outlook para quem tem XP e já vem instalada default no Vista, eu abandonei o sistema de arquivos por pastas dentro do outlook. Eu passei a ter uma única super caixa de entrada com 6900 mensagens (e isto por que eu limpo sempre minha pasta, apagando propagandas, e-mails que eu saiba que vão perder o significado após um prazo e confirmações de recebimento entre outras coisas, sem mencionar a interminável de lista de piadas. O Windows Search parecia ser a solução para a chatisse de ficar catalogando e arquivando cada e-mail recebido e de manter uma árvore de pastas rumo ao infinito na lateral esquerda do seu outlook.

Tudo parecia bem, até o dia da semana passada em que fui solicitado a encontrar e reportar o histórico de diversos clientes meus para meu chefe. Que desafio! O grande problema é que o Live Search apesar de fantástico, não é semântica então, uma letrinha errada que alguém tenha feito no histórico das mensagens e pronto, lá se vai a mensagem que fica para trás. Rodei o Live Search durante um dia inteiro, com todas as variáveis que me ocorriam, e depois, na inspeção manual, ainda encontrava mensagens deixadas para trás, às vezes com o critério que eu havia buscado todo perfeito, onde a mensagem deveria ter surgido, mas não surgira.

Hoje, após uma semana absolutamente improdutiva, tenho todas minhas mensagens distribuidas em mais de 30 pastas no meu e-mail, e nunca foi tão fácil ou rápido encontrar uma informação importante. Até que os sistemas de buscas evoluam para semânticos, acredito que este será o melhor sistema a ser adotada para quem, como eu, gerencia diversas fontes de dados e vários clientes simultaneamente.

A produtividade vai On Line

 

Acabo de ler o brilhante artigo, como de costume, da Bia Kunze no seu novo blog, que por sinal, ficou -brilhante. Trata-se de produtividade on-line através de diversos softwares que auxiliam aos nômades dos profissionais liberais a produzirem mais e melhor (geralmente sinônimo desejado de tempo melhor administrado e maiores lucros, mas nem sempre assim). O artigo da Bia é perfeito e completo em sí mesmo em todos os aspéctos menos um: os softwares que ela utilizam são ótimos, mas suas licenças são vendidas e são cobradas em dólares, o que levar a um segundo problema para pessoas ingressantes neste mundo: às vezes o dinheiro existe, mas é meio difícil comprar estes softwares on-line com tranquilidade, ou pela ausência do cartão de crédito internacional, ou pela falta de confiança de que uma página de sabe-Deus-onde realmente te mandará o programa e te dará suporte se precisar.


Para mim, o dinheiro e o fato de meu único Smartphone ser um Nokia E61i de 2005 (pré-pago, devo acrescentar), foi o motivacional para após ler o artigo, sair caçando alguma coisa on-line similiar em funcionalidade, mas obrigatóriamente grátis. Não foi preciso rodar muito, felizmente: o Google que tem de tudo sobre Web já tem uma ferramenta chamada GoogleSync (http://m.google.com/sync) que me parece excelente.


Na próxima semana estarei testando a solução e vou mantendo-os atualizados por aqui, ok? Logo de cara, parece que já notei um pequeno defeito no programa, aliás, bastante grande para quem sabe que a tríade de um bom PIM (Personal Information Manager) é Contatos, Agenda, Tarefas e Memo, o GoogleSync por hora só sincroniza contatos, agenda e e-mail. Tarefas, que o Gmail oferece, ainda não são gerenciadas. Mas vou experimentá-lo assim mesmo.

 

Até lá, se alguém por ventura souber de um programa de pesquisa de mercado para Symbian, será bem vindo, estou usando um para Palm OS e fui obrigado a comprar um velho Palm (velho mesmo), só para rodar este programinha que ajudará muito nas coletas de dados das minhas pesquisas de mercado.

Como matar seu negócio

 

Artigo originalmente escrito por Lisa Barone, em: www.smallbiztrades.com

Se você  está procurando maneiras de fazer seus negócios prosperarem existem várias delas por aí, você pode pesquisar todos os caminhos já trilhados, ou optar pelos caminhos nunca antes trilhados, ou pode ainda fazer um híbrido entre eles, obtendo o melhor dos dois mundos se fizer as escolhas certas, contudo, se você está querendo que seu negócio morra em sua rota ou ao menos limite seus lucros de forma bastante severa, você só precisa fazer uma coisa…

Você precisa esperar. Só isto. Apenas não faça nada!

Em minhas viagens eu consigo falar com vários proprietários de empresas pequenas e médias, outro dia enquanto estava aguardando meu vôo eu conheci um cara chamado Paulo. Paulo vende ringtones em seu site pela internet e, como diversas pessoas sainda da recessão, ele tinha várias idéias para por em prática, para fazer os negócios prosperarem e seus lucros aumentarem. Ele vinha trabalhando em seu plano por todo o verão, desde o início do pico da recessão, sabendo que o inverno ainda seria meio devagar ele vinha colocando as suas idéias em seu laptop. Há nove meses que ele já vinha alimentando seu laptop com idéias para os negócios e já tinha uma máquina bastante cheia delas, mas nunca implantou nenhuma delas! apenas anotava todas as formas que ele queria aumentar os lucros e conhecer novos clientes em seu laptop, coisas que ele eventualmente faria algum dia. Algum dia…

O problema com “algum dia” é que esta data não está no calendário. Aquele dia que você tanto espera nunca chegará. Um artigo publicado recentemente num site norte americano mostrava como os 20 maiores negócios da internet se pareciam quando foram lançados. Nesta lista estavam incluídas empresas como Google, Facebook, MySpace, Yahoo, YouTube, Wikipedia, Apple (este era uma beleza…) e outro sites que a maioria das pessoas reconhece imediatamente. Grandes marcas da internet, e elas não eram bonitas. A maioria do site parecia bastante crua, com apenas uma amostra de suas funcionalidades que possuem hoje. Eu não pude evitar de pensar o que aconteceria se estes sites não fossem lançados até estarem “perfeitos” e “prontos”. Se Larry Page e Sergey Brin não tivessem lançado o Google ate’cada uma das páginas da internet já estivessem indexadas em seus mecanismos de buscas e mapeadas.

Meu palpite é que o Google, junto com o resto destas companhias, nunca teriam sido lançados. Eles ainda seriam alguma ótima idéia para “algum dia” de um dono de pequeno negócio.

Todos nós sofremos deste tipo de perfeccionismo paralisante, a voz em nossas cabeças que diz “ainda não está pronto”, que “ainda não está bom o bastante para ser lançado”. Mas nesta avaliação, você nunca poderá dar o próximo passo, você ficará sentado sobre o produto até que ele não seja “novo” mais ou perderá a excitação pelo novo que você está sentindo.

Um dos grandes valores sobre pequenas empresas é justamente sua liberadade em experimetnar. As coisas não precisam estar perfeitas ou certas da primeira vez que saem pela porta, voce sempre pode tentar coisas novas, você pode lançar produtos ainda não acabados. Você pode falhar e você não será crucificado por isso, você poderá até mesmo ser aplaudido pelo seu esforço do tentar.

Como um proprietário de um pequeno negócio, você precisa se agarrar a chances, todo seu negócio é uma chance. A verdade seja dita, livre-se dos pensamentos negativos e faça o que tiver que fazer. Se você aguardar pela “perfeição”, seu empreendimento nunca crescerá. Sempre haverá distração suficiente e trabalhos mais importantes por serem feitos antes que você lance seu projeot.

Encontre um meio de equilibrar seus objetivos em qualidades sem esbarrar no perfeccionismo paralisante. Alguma coisa que está  “quase pronta” mas que já está de pé, funcionando e tem trafego de pessoas pode ser melhor que uma idéia perfeita, mas existente apenas na sua cabeça.

Pare de aguardar. Comece a fazer!

 

Artigo original de:

http://smallbiztrends.com/author/lisabarone/

 

Organização do tempo - o unicórnio da era moderna...

 
Na era dos super smartphones, nossos aparelhos são capazes de fazer várias coisas, de fotos a navegação na internet, da recepção de e-mails à escrever longos documentos no Word, Excell, PowerPoint e a reprodução de músicas e vídeos. Mas a preocupação geral de todos os desenvolvedores é ainda um só: jogos móveis. Aparentemente as pessoas querem poder trabalhar no telefone, mas elas querem mesmo é ter algo para fazer na sala do dentista, fila de banco e na mesa de trabalho quando a internet cai.
 
A própria Palm chegou a postergar o lançamento do WebOS (dizem), para esperar os desenvolvedores na nova plataforma terem tempo hábil de criar uns joguinhos já de estreia. E qual aparelho da era moderna é completo sem um Snack básico (tanto da Nokia quanto os ruinzinhos que vinham nos Motorolas velhos)?
 
Mas eu não vim aqui para argumentar sobre jogos, farei isso numa outra oportunidade. Hoje estou aqui para falar daquilo é a principal desculpa de quem compra um Smartphone caro e quer justificar a despesa para mulher, marido ou chefe: organização do tempo. Sou usuário da tecnologia móvel desde 1900 e guaraná de rolha e sempre tive uma sede inextingüivel de conhecimento por esta plataforma, assim encontrei pessoas fantásticas e forums maravilhosos pelo caminho que me nutriram de muito conhecimento útil e válido.
 
À partir de hoje, publicarei um capítulo por dia das traduções de alguns desses artigos. Sempre obedecendo à regra básica do Open-Souce, citarei nome, endereço e dados da fonte, como sempre.
 
E vocês? Buscando melhorarem seu gerenciamento do tempo? Então vamos juntos, o primeiro artigo que traduzirei será:
 
Gerenciamento do tempo para pessoas criativas
Mark McGuinness - www.wishfulthinking.co.uk/blog
Primeiramente publicado em www.businessofdesignonline.com
Um pouco de história da Palm

 

Na época do lançamento da Palm PDA não era de verdade, nenhuma inovação, o Newton da Apple já existia e todos estavam pensando em fazer algo para concorrer com ele. A própria escrita Graffit original da Palm depois se mostrou um plágio da companhia que mais desenvolveu inovações sem implementá-las no mercado, a mesma que inventou o Mouse, a interface gráfica por janelas e um mundo de outras coisas, a Xerox. Mas nada disso tira o brilho que encantou e catapultou a Palm para o primeiro lugar em PDA´s por anos seguidos, seu uso incrivel dos recursos espartanos do aparelho que propciaram o preço que o aparelho deveria ter para chegar ao mercado, e toda esta inovação tem um nome, Jeff Hawkins.

Para se ter uma idéia da rixa de época, o livro "A cabeça de Steve Jobs" que no momento do cancelamento do Newton da Apple, milhares de pessoas foram às portas da companhia de Cuppertino com cartazes dizendo: "Newton is my Pilot", em referência ao Palm Pilot que bombava na época.

Para a Palm Inc., tudo começou com um bloco de madeira no bolso de Jeff Hawkins em 1994 por um ano. O fundadora da pouco conhecida Palm Computing visionou um computador do tamanho de um bolso de camisa para organizar seus calendários e contatos e, tavelz, permitir a viajantes checarem mensagens pela estrada (talvez e-mails?). Esta era a idéia do Personal Data Assistant (assistente pessoal de dados), exatamente com a Apple havia tentado com o Newton MessagePad - e falhado, no tamanho, no preço e público alvo, segundo Hawkins.

Hawkins sabia que se quisesse levar esta idéia à diante, teria que vender a idéia dentro da empresa, então ele primeiramente tentou convencer a sí mesmo antes de falar com os investidores. Seu aparelho deveria ser pouco maior que maço de cartas de baralho, muito menor e mais fino que o Newton era - e então, servir no bolso de uma camisa. Mas ele seria prático e este tamanho? Seria fácil mesmo levá-lo para todos os lados e consultá-lo? Hawkins decidiu que para descobrir estas respostas ele teria que testar com um protótipo, e o fez, isto é, mais ou menos, antes de um único circuito ou placa ser construida, o Palm Computing Pilot era solenemente um bloco de madeira, com as dimensões do que seria um Palm.

Hawkins cortou um pedaço de madeira balsa e o deixou no seu bolso - por vários meses. Ele até mesmo sacava seu "protótipo" e fingia consultá-lo de quando em quando. Contudo, ao apresentar seu produto aos investidores, o que ouviu foi "o mercado para PDA´s está morto". Felizmente para ele um fabricante de modens para computador tinha outra visão e assim a U. S. Robotics comprou a idéia do aparelho e a companhia inteira junta. Em março de 1996 o mundo conhecia o Palm Pilot 1000. O resto é história.

Em rápida retrospectiva o Pilot - que viria a se chamar PalmPilot e então só Palm, se tornou a plataforma de computador com crescimento mais rápido da história, mais que o IBM-PC ou Apple Macintosh. No interim, a U.S. Robotics foi assimilada pela 3COM e a Palm Computing foi junto. A linha de produtos da Palm cresceu e companhias como IBM e Sony e Symbol Technologies adotaram o Palm O.S. para seus próprios handheld.

Hawkins deixou a companhia em 1998, não para jogar Golf ou uma aposentadoria muito prematura, mas fundar sua própria companhia, em setembro de 1999, a Handspring introduziu o Visor - um clone do Palm licenciado e que, em muitas maneiras, ultrapassava seu antecessor. Até que a companhia também foi readquirida e fundida à Palm Inc.

   

Tecnostálgia... que bom mesmo eram os velhos tempos...

Quando os primeiros aparelhos de tecnologia começaram a surgir, buscando massas e uma exploração que levariam a indústria aos dias de hoje, as empresas não sabiam como abordar ainda o público. Os telefones celulares mal havia surgido e o formato único do momento era o motijolo, foi quando a Motorola foi buscar inspiração no reduto nerd. A idéia era buscar clientes early adopter (adotadores prematuros) e fazer deles divulgadores. Mas onde encontrar estes early adopters?

A solução caiu do céu com os nerds, justamente eles tão envoga hoje. A motorola criou o modelo StarTAC (alguém lembra um seriado de TV sobre "onde nenhum homem jamais havia ido"?), este aparelho foi o primeiro modelo no formato FOLDER (ou Shell, ou "de fechar"), lançado em 1996, o aparelho virou vedete. Para se ter uma idéia do quanto este aparelho virou sinônimo de fashion (um iPhone de sua época), ele era vendido nos bons tempor por US$ 1.000,00 (mil dólares), numa época onde nos Estados Unidos da América, já haviam aparelhos grátis em troca de planos de fidelidade. E durou anos no mercado, saindo do formato analógico para o digital, ganhando o serviço de SMS (no lançamento ele não existia ainda, pode?).

Sua penetração no mercado dos fãns de gadgets foi tão grande que esto foi um dos primeiros aparelhos a virar modem para Palm´s, com direito a cabo de conexão com a ponta StarTAC e uma ponta Multiconector da Palm. Acho que a Bia chegou a ter um aqui no Brasil, já bem mais tarde, por volta de 2000 ou 2002.

  multiconector para StarTAC.

Por onde anda a revolução?

Ainda me lembro do meu primeiro Palm, um M125, apelidado, posteriormente, de tampa de privada. Fiquei fascinado por seu formato, seu software que integrava todas as principais funções dos computadores de época (word, excell, e-mail - por sincronismo) e até navegar na internet pelo IR do celular. Mas mais fantástico ainda era o cartão de memória, 4Mb no tamanho de um selo! Um selo! 

Desde então, meu fascínio por aparelhos móveis só cresceu. A tecnologia era fantástica e tornável acessível um mundo imenso de novidades literalmente na Palm da mão. No metrô eu vinha lendo as notícias baixadas no Hands e no banheiro eu lia Paulo Coelho que na época, havia disponibilizado todos seus livros em PDF em seu site. Não recomendo a leitura, é coisa para fazer assim, nos interins.. 

Do M125 eu passei a um HP 1920, com bluetooth e então para um Z71. Sua câmera era do tipo Slide, escorregando por de trás da elegante base metálica que tinha em sua traseira. Tive depois disso um Sony, o sistema operacional retrocedera para o 4, mas os recursos que a Sony carregava em seu PDA eram fabulosos. Houveram T|E às dúzias, dois LifeDrives, um T|X e um T|5 ainda. Há um Zire 72 por pouco mais de uma semana e um Z22 que eu ganhei no passado, e que eu também o adorava pelo design inovador e por entregar só aquilo que um bloco de notas eletrônico precisava, 4Mb de memória interna, o quadrilátero das soluções móveis (Contatos, Agenda, Tarefas e Memos) e funcionava no meu teclado. Portátil e lindo.

Então vieram os Smartphones, e desde então minha paixão sofreu uma guinada, mas ao contrário de abandonar os PDA's eu me apaixonei ainda mais por eles. Os smartphones me pareciam o pior dos dois mundos. A bateria espartana do Samsung SGHi 321N era horrível. O teclado incompleto do MotoQ, sem capacidade para acentos foi uma decepção. O A1200 da motorola entao era horrível, seu teclado era inútil a menos que você estivesse totalmente parado, para acertar as minúsculas letras com a indefectível canetinha. E perdê-la era um pesadelo, pois o nosso mercado de acessório é bizonho. O Centro foi o melhor Smartphone que já tive em vida, e ainda assim, tinhamos que viver com suas travadas inevitáveis.

Hoje, dias depois da venda do meu velho T|5 sinto uma saudade danada do velho pilantra, companheiro de tantas reuniões de negócios e minha "ouvinte" quando a inspiração batia e eu precisava escrever. É verdade que hoje tenho um excelente Smartphone, o E61i da Nokia, quadribanda, IR, Bluetooth e WiFi, mas há algo no Symbian que não me encanta. Seu visual antigo poderia ser uma pista, mas o que pode ser mais antigo que um Palm OS Garnet? Talvez seja a falta de programas, talvez a falta de carisma.

Seja o que for, acho que vou vasculhar os recôndidos da internet atrás de um Palm velho, e torcer para a Palm do Brasil ao menos, não desistir de PDA's, embora seja um pouco tarde, depois do fechamento da Celéstica do Brasil, a sua fabricante terceirizada local...

Good times...

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